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Guerra na palestina resultou em mais de 70 mil mortos que ainda são retirados às centenas dos escombros
Após dois anos em guerra, hoje (29) marca o primeiro Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino após o cessar fogo. De acordo com o Hamas, cerca de 70 mil palestinos foram mortos no conflito com Israel, e cerca de 1,9 milhões foram forçados a se deslocar em busca de refúgio. Previsões do Banco Mundial estimam que serão necessários mais de US$50 bilhões para reconstruir os territórios bombardeados pela nação judaica.
A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1977, 30 anos após a partilha do território palestino. Hoje, o Dia da Solidariedade marca décadas de domínio e colonização israelense, lembra a assimetria de poder histórica entre as nações e reforça a solução de dois Estados, desrespeitada por Israel e negada pelo Hamas.
Solidariedade palestina internacional
Em carta aberta, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirma que “o recente cessar-fogo oferece um vislumbre de esperança”, mas reforça as marcas de uma das guerras mais sangrentas do século.
Guterres destaca dados alarmantes: cerca de um terço das vítimas palestinas eram crianças, além que o conflito apresentou a maior taxa de mortalidade de jornalistas e assistentes humanitários da ONU em zonas de guerra desde a Segunda Guerra Mundial. O secretário-geral também apela “pelo fim da ocupação ilegal do Território Palestino”, em especial na Cisjordânia e Jerusalém Oriental.
O líder da ONU convocou os países a apresentar contribuições para o fundo de reconstrução de Gaza, tópico considerado um tabu no ocidente. Oito países árabes e de maioria muçulmana – Arábia Saudita, Catar, Egito, Jordânia, Emirados Árabes Unidos,Turquia, Indonésia e Paquistão – já enviaram apoio direto, além de França e Estados Unidos. Porém, a União Europeia e Israel não parecem abertos a enviar aportes financeiros para a Palestina.
Hoje, o Ministério de Relações Exteriores da Turquia reafirmou a solidariedade do país para o povo palestino e que seguirá na luta pela criação de um Estado Palestino. O presidente do Paquistão seguiu o pronunciamento de Ancara e se colocou a disposição para ajudar o povo palestino. Protestos em Londres e Paris hoje demonstraram a força da solidariedade ao povo palestino, que traziam placas pedindo “o fim da limpeza etnica” e a retomada dos territórios para o povo palestino “do rio ao mar”.
Repercussão nacional
Em São Paulo, um ato em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP) com participação de Léo Péricles (UP), ex-candidato à presidência, e apoiadores da causa. No local, uma mãe palestina denunciou a prisão de seu filho, Nabil Alazza, por autoridades palestinas, e clamou por liberdade.
Quarta-feira (26), um seminário com presos políticos organizado pelo deputado estadual Guilherme Cortez (PSOL) reacendeu o debate para solidaridade ao povo palestino na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
No Congresso, o deputado federal Nilson Mourão (PT) abriu sua fala com uma solenidade dedicada ao povo palestino e afirmou querer “paz, uma Palestina convivendo ao lado de Israel em cooperação e parceria”.












