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Conheça a história e as origens por trás do maior roedor do mundo
O Dia Internacional da Capivara é comemorado anualmente no dia 14 de setembro, com o objetivo de promover a conscientização pela preservação da espécie. O animal pertence à classe dos mamíferos herbívoros e é nativo da América do Sul. É uma espécie calma e que precisa de água para realizar suas funções vitais, além de terem papel fundamental no equilíbrio ecológico, controlando populações de plantas, dispersando sementes e servindo de alimento para outros animais.
Conquistaram o público graças a seus olhos grandes e expressivos, e por parecerem um “rato gigante.” São responsáveis por controlar o crescimento da vegetação, fertilizar o solo, e servem como bioindicadores da saúde do ecossistema.
Hoje, é possível encontrar esse bichinho simpático perambulando pelas ruas, no entanto, a presença das capivaras em áreas urbanas é algo preocupante.
Ao escolherem os grandes centros urbanos para morar, estão nos alertando sobre sua perda de habitat natural. Além disso, ao viverem nas cidades, estão expostas a acidentes, poluição e caça. A boa notícia é que estão protegidas por ativistas e demais órgãos da causa animal, como o Projeto Capa.
O Projeto CAPA (Centro de Apoio e Proteção Animal), foi criado por meio do Farah Service, gestora do Rio Pinheiros e do Parque Bruno Covas, em São Paulo, em parceria com Mariana Aidar, empresária e ativista animal. A instituição é responsável por cuidar dos animais que vivem às margens do rio, como as capivaras. Os idealizadores também cuidam de animais domésticos perdidos, resgatando-os e colocando-os para adoção novamente.

O Projeto Capa realiza o acompanhamento semanal de todos os grupos de capivaras que residem nestas áreas. O site também disponibiliza uma aba de doação para os interessados em contribuir com o projeto.
Popularidade da capivara
As capivaras são, sem dúvida, muito populares entre o público em geral – e essa fama cresceu nos últimos anos. O comércio entrou na onda e lançou mochilas, cadernos, canecas, bolsas, tudo com tema de capivara, agradando o público infantil e cativando os adultos. Em 2023, viralizou na internet a música “capybara”, do gamer russo Alexey Pluzhnikov, utilizada em vídeos e memes com o animal.
Em São José dos Campos, a capivara ganhou evento temático – O Baile da Capivara, festa junina temática com comidas típicas em formato de capivara e pelúcias do bichinho espalhadas pelo local. Outro exemplo é o Capi Café, em São Paulo, que oferece um flan de chocolate em formato de capivara. O estabelecimento não foi o único a adotar a ideia.
O restaurante Canto do Cupim, com unidades no interior paulista e no Mato Grosso, inovou com a panacota de chocolate meio amargo com Nutella, coberta com uma farofa de bolacha amanteigada em forma de capivara.
A ideia, de Gustavo Venturini – proprietário do restaurante, fez sucesso. O empresário disse em entrevista ao Portal Pequenas Empresas & Grandes Negócios, que a margem de lucro com a sobremesa atingiu números superiores a 80%: “Já temos mais de 860 cupons em menos de um mês. Isso incentiva a repetição de consumo, cria um vínculo afetivo e mantém o movimento constante“.

Ele completou ainda dizendo que já teve caso de criança chorando porque as capivaras haviam acabado no dia e que por isso, teve que produzir na hora, colocar para gelar e atender a família que veio de longe só para experimentar.












