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Dia do professor: conheça 4 personalidades que brilharam no futebol e na docência

Técnico, zagueiro e até driblador; veja os professores futebolistas que deram aulas em sala, incluindo dois velhos conhecidos da torcida brasileira


Hoje, 15 de outubro, é celebrado o Dia do Professor — data que homenageia quem dedica a vida a ensinar e inspirar. No futebol, o termo “professor” é comumente usado por jogadores como uma forma de respeito aos treinadores, responsáveis por orientar e transmitir conhecimento dentro de campo. Neste dia, o esporte encontra uma boa razão para prestar sua homenagem àqueles que, de alguma forma, uniram o ensino ao futebol, seja pela trajetória acadêmica, pela docência ou pela vontade de compartilhar o que aprenderam com a bola nos pés.

Entre livros e bola: atletas brasileiros que valorizam a educação

A relação entre futebol e escolaridade no Brasil sempre foi marcada por contrastes. Enquanto muitos jovens deixam os estudos em busca do sonho de se tornarem profissionais, alguns atletas conseguiram equilibrar ambas as trajetórias e provar que o aprendizado pode ser um importante aliado dentro e fora dos gramados. Um dos exemplos mais emblemáticos é o de Sócrates, ídolo do Corinthians e da Seleção Brasileira, que era formado em Medicina pela Universidade de São Paulo (USP). Conhecido por sua liderança intelectual e por unir política e esporte durante o movimento da Democracia Corinthiana, o “Doutor” mostrou que o futebol também pode ser espaço de reflexão e consciência social.

Apesar de cada vez mais raros, ainda há outros nomes brasileiros que seguiram caminhos parecidos enquanto se dedicavam ao futebol, a exemplo do ex-goleiro Vítor, ídolo do Atlético Mineiro, e o meio-campista Raphael Veiga, destaque do Palmeiras, formados em Educação Física. 

Os “professores” dentro e fora do campo: quatro nomes que unem futebol e ensino

Apesar de o apelido “professor” ser corriqueiro no futebol, alguns personagens do esporte o carregam de forma literal. De técnicos a jogadores, eles transformaram o aprendizado em vocação — seja pela formação acadêmica, pela experiência como docentes ou pela vontade de ensinar o que aprenderam com a prática, conheça a seguir: 

Vítor Pereira

Foto: THIAGO RIBEIRO/AGIF

Foi professor de Educação Física em escolas portuguesas antes de se tornar treinador de clubes como Corinthians e Flamengo. Sua decisão de deixar as salas de aula para apostar na carreira de técnico exigiu coragem e dedicação. Anos depois, Pereira se consolidou como um dos nomes mais metódicos e estudiosos do futebol europeu, levando consigo a disciplina e a didática típicas de sua antiga profissão.

Óscar Tabárez

getty imagens

Outro caso emblemático é o do uruguaio conhecido como “El Maestro”, ele foi professor de escola pública antes de iniciar uma das carreiras mais longas e respeitadas do futebol mundial. Tabárez comandou a seleção do Uruguai entre 2006 e 2021, período em que disputou quatro Copas do Mundo e liderou uma profunda reestruturação nas categorias de base do país. Seu trabalho ficou marcado pela valorização da formação humana e pelo compromisso em educar jogadores além do esporte.

Christian Gray

foto: Federico Parra

Esse está mais fresco na memória, o zagueiro do Auckland City, também ganhou destaque internacional durante o Mundial de Clubes de 2025, ele marcou um gol histórico contra o Boca Juniors, na partida que terminou empatada, e chamou atenção por ser professor em formação. Auckland City esse, que é conhecido por reunir atletas com diferentes profissões fora do esporte, como engenheiros, empresários e docentes, reforçando uma filosofia que valoriza o desenvolvimento pessoal de seus jogadores.

Ronaldinho Gaúcho

foto: divulgação

Apesar de não ter uma formação acadêmica, mas pode ser considerado um verdadeiro “professor” do futebol pela forma como compartilha seus conhecimentos. No início deste ano, ele lançou o “Manual do Bruxo”, curso online voltado para jovens atletas, em que ensina técnicas, segredos e experiências de sua trajetória nos gramados. O projeto mostra que o ensino também pode acontecer pela prática, e que o talento pode se transformar em lição.

Educação e autonomia: o exemplo do futebol feminino

Se no futebol masculino a escolaridade ainda é exceção, no futebol feminino ela é quase uma regra. A diferença se explica principalmente pela falta de autonomia financeira enfrentada por muitas jogadoras, que buscam a formação acadêmica como forma de garantir estabilidade e novas oportunidades após o fim da carreira esportiva.

O maior exemplo vem dos Estados Unidos, potência mundial da modalidade, onde é comum que atletas estejam vinculadas a universidades, recebendo bolsas de estudo e conciliando treinos com os estudos. A atacante Alex Morgan, formada em Economia Política pela Universidade da Califórnia, e a meio-campista Jackie Groenen, da seleção holandesa, graduada em Direito, são exemplos de jogadoras que trilharam esse caminho.

Ainda segundo uma pesquisa do Sindicato Internacional de Atletas do Futebol (FIFPro), realizada em parceria com a Universidade de Manchester, metade das jogadoras profissionais cursa ou já concluiu o ensino superior. Para se ter ideia, na Copa do Mundo Feminina de 2019, 21 das 23 jogadoras da seleção norte-americana tinham diploma universitário — um dado que reforça o peso da educação como ferramenta de independência e empoderamento.

No Brasil, o cenário também vem evoluindo. A goleira Aline, possui mestrado pela Universidade Central da Flórida, e a zagueira Kathellen é formada na Universidade de Louisiana. 

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