Créditos : Copa AfroGames
Maior torneio de eSports realizado em uma favela reúne finais de jogos, programação cultural e debates sobre inclusão digital no Rio de Janeiro
No Dia Internacional do Gamer, celebrado em 29 de agosto, a favela do Cantagalo, na zona sul do Rio de Janeiro, será palco da terceira edição da Copa AfroGames, considerado o maior torneio de eSports já realizado dentro de uma comunidade no Brasil. O evento acontece a partir das 15h, na Arena AfroGames (rua Alberto de Campos, 12), com entrada gratuita e expectativa de público superior a mil pessoas.
A competição reúne mais de 150 jovens competidores de diferentes comunidades do Rio e terá finais presenciais nas modalidades Free Fire, Valorant, Fortnite e eFootball Mobile. Além dos jogos, o público poderá acompanhar painéis, apresentações culturais e experiências que unem games, arte e inclusão digital.
Criado pelo Grupo Cultural AfroReggae, o AfroGames busca democratizar o acesso ao universo dos jogos eletrônicos e capacitar jovens periféricos em tecnologia, inovação e cultura digital. Atualmente, o programa atende mais de 500 adolescentes e jovens em seis unidades de treinamento, oferecendo trilhas em eSports, Criação e Design de Games, Trilha Sonora e inglês. A formação também inclui temas de cidadania, diversidade, comportamento digital e consciência socioambiental.
As classificatórias da Copa aconteceram em julho, de forma online. Os finalistas agora disputam a decisão presencial, com regras adaptadas a cada modalidade: eFootball Mobile (1×1, melhor de três), Fortnite (duplas, três rodadas por pontuação acumulada), Free Fire (equipes, melhor de três) e Valorant (equipes, melhor de um). As partidas terão narração de apresentadores e influenciadores, em clima de torcida e celebração da cena gamer periférica.
A abertura será conduzida pelos influenciadores BlackWill e Kakarota, e a programação inclui o painel “Dia do Gamer é na Favela”, com nomes como Leandro Valentim (Player1 Gaming Group), Isabelle Carvalho (Grupo V3A), Renato Oliveira (Logitech), Karla Soares (AfroReggae), além de autoridades governamentais.
Segundo Danilo Costa, diretor executivo do AfroReggae, a iniciativa rompe barreiras no setor:
“As classes C e D representam a maior parte do consumo de games no Brasil, mas continuam fora dos grandes torneios e espaços de visibilidade. A Copa AfroGames mostra que é possível reverter essa lógica, com estrutura, formação e reconhecimento para jovens periféricos.”
O projeto conta com apoio de marcas como Guaraná Antarctica (via Lei de Incentivo à Cultura), IHS Towers Brasil, além do Governo do Estado do Rio de Janeiro e do Centro de Referência da Juventude (CRJ).
Combinando formação, competição e experiência cultural, a edição de 2025 consolida a Copa AfroGames como referência nacional em cultura digital, inclusão social e protagonismo periférico.













