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Dia da Amazônia destaca importância da samaúma na preservação ambiental

Estudos apontam que terras indígenas concentram as áreas mais preservadas da floresta; árvore símbolo tem papel crucial no armazenamento de carbono

Nesta quinta-feira (5) é celebrado o Dia da Amazônia. O bioma abriga cerca de 24 milhões de pessoas, incluindo 440 mil indígenas de 170 povos, segundo o IBGE. Pesquisas mostram que as áreas mais conservadas da floresta estão em territórios indígenas, e a samaúma, árvore considerada sagrada, é apontada por cientistas como aliada contra as mudanças climáticas.

De acordo com dados do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), entre 1985 e 2000 apenas 1,6% da floresta e da vegetação nativa foi perdida em terras indígenas. O levantamento utilizou imagens de satélite e ferramentas de inteligência artificial desenvolvidas pelo projeto MapBiomas.

Os povos tradicionais mantêm uma relação espiritual com a samaúma (Ceiba pentandra), conhecida como a “rainha da floresta”. Para essas comunidades, a árvore representa a ligação entre o céu e a terra. Já para a ciência, trata-se de uma aliada estratégica para a preservação ambiental.

Pertencente à família Malvaceae, a samaúma pode ultrapassar 60 metros de altura e também é encontrada em regiões tropicais da América Central, da África Ocidental e do Sudeste Asiático. Além da imponência, a espécie contribui para o armazenamento de gás carbônico (CO2), um dos principais causadores do efeito estufa.

Segundo Marta Regina Pereira, doutora em botânica da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), árvores de grande porte, como a samaúma, são essenciais para reduzir a concentração de gases de efeito estufa.

“Durante o crescimento e a vida adulta, a planta retira grandes quantidades de CO2 do meio para o processo de fotossíntese. Esse carbono fica armazenado no caule, nas raízes e no solo ao redor. É uma grande poupança de CO2”, afirmou em entrevista ao portal G1.

A pesquisadora alerta, no entanto, para os desafios impostos pelo desmatamento e pelas queimadas, que liberam carbono na atmosfera e comprometem o equilíbrio climático.

Exemplares da samaúma podem ser visitados em Manaus, no Parque Estadual Sumaúma e no Museu da Amazônia (Musa).

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