A rotina ficou mais corrida – e os hábitos alimentares também
Reprodução/Pexels
Vivemos na era moderna, e existe uma exigência gigantesca para sempre estarmos antenados e conectados. Dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), pertencente ao IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), revelaram que, nos últimos dois anos, o número de aparelhos conectados à internet aumentou expressivamente, chegando ao número de 6,1 milhões de pessoas.
A pesquisa também demonstrou que o público conectado tem idade a partir dos 10 anos.
O percentual de pessoas com acesso às redes sociais é de 89,1%. Em 2019, o percentual era de 79,5%, e em 2016, apenas 66,1% dos brasileiros tinham acesso à internet.
Essa evolução não ficou restrita às grandes cidades, contribuindo para um aspecto muito importante: a redução da desigualdade social. Ainda segundo a pesquisa, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, afirmou que o principal objetivo do Ministério é levar internet às regiões mais isoladas.
O acesso às redes proporciona educação, informação e criações de comunidades online, diminuindo até mesmo o sentimento de solidão, que afeta hoje 50% da população brasileira. Além da possibilidade de criar renda a partir da internet.
No entanto, quando usada em excesso, pode fazer mal à saúde. Em um mundo onde o home office tem ganhado cada vez mais destaque, sobretudo após a pandemia de Covid-19, os brasileiros vêm sofrendo com uma exigência cada vez maior pela produtividade sem fim. Não dá para generalizar, nem todos passam por isso, mas esse problema está na vida de muitos trabalhadores.
A alimentação em frente ao computador, seja durante o café da manhã, almoço ou jantar, já virou rotina.
Refeições rápidas, que muitas vezes incluem fast-foods, macarrão instantâneo, comidas prontas ou alimentos fritos, hoje já fazem parte da rotina alimentar diária de muitos brasileiros, acarretando em problemas de saúde como obesidade, diabetes, colesterol, e ocasionando também em uma baixa imunidade, visto que essas refeições trazem consigo apenas calorias vazias, mas nenhum nutriente essencial para o corpo.

Justamente pelo fato de o tempo ser escasso, é preciso comer rápido para voltar logo àquele relatório, planilha, e para entrar logo naquela reunião.
Além disso, alimentar-se com um fator de distração constante gera uma descarga de “dopamina barata“, hormônio da felicidade e prazer, que nesse caso é ocasionado pela junção entre o alimento e o estímulo das redes sociais. Contudo, essa dopamina não é de qualidade e não é duradoura.
Assim que o momento da refeição/alimentação e o vídeo acabam, o indivíduo procura aquela sensação de forma excessiva e, se esse desejo não for atendido, sofre com a falta de concentração e motivação.

Não significa que você não pode fazer isso de vez em quando, afinal, todos gostam do momento “cinema em casa”, com petiscos e filme.
Algumas pessoas também podem desenvolver essa rotina por um motivo mais sério: sensação de estar só.
Na sociedade capitalista e acelerada na qual estamos inseridos, fazer as refeições junto aos familiares agora ficou difícil, já que cada um segue uma rotina diferente de trabalho e estudo.
Muitas vezes, essa sensação de solidão é aliviada por uma voz na televisão ou no celular no momento da alimentação. A estatística, claro, também engloba aqueles que moram sozinho – são provavelmente os mais afetados.
Mas a repetição desses hábitos pode até mesmo causar tédio constante, ansiedade e depressão. O motivo? A ausência desses estímulos traz um vazio na vida dessas pessoas. Fazer parte de uma comunidade online é válido.
O que não é saudável, é depender da internet para se sentir bem.
Outros malefícios causados pelas distrações na alimentação:
- Problemas digestivos e uma maior dificuldade do organismo em quebrar os alimentos em partículas menores
- Falta de saciedade – a distração impede que o cérebro entenda que o organismo está sendo alimentado
- Falta de nutrientes
- Maior dificuldade de concentração

É preciso tomar cuidado com o estímulo constante das telas no momento da alimentação, para não sofrer com as consequências a longo prazo.
Para mais notícias sobre saúde e alimentação, acesse o Portal O Informe












