Detroit: Become Human mostra a importância de termos cautela com as novas tecnologias

Os três personagens têm histórias muito interessantes e envolventes.
Connor foi programado para atuar como assistente de detetive e ajudar na investigação de casos envolvendo androides divergentes — robôs que apresentam “erros”, como sentir emoções humanas ou deixar de obedecer seus chefes.
Kara, a única personagem feminina jogável, aparece pela primeira vez em uma loja de androides, sendo comprada para servir como doméstica e babá na casa de Todd Williams e sua filha, Alice. Logo nos primeiros minutos do jogo, já percebemos a encrenca em que ela se meteu.
Markus, um dos poucos androides que não é maltratado, trabalha como cuidador do pintor Carl Manfred, que o incentiva a ter seus próprios pensamentos, a pintar, ler e escutar música.
Ao longo da história, o jogador percebe que várias profissões deixaram de existir — como a de taxista —, já que os carros se tornaram automáticos. Isso gera revolta entre os humanos e provoca manifestações contra os androides.
Com o tempo, eu fui me apegando aos personagens, e as escolhas começaram a ficar cada vez mais difíceis. É estranho estar nessa posição de controle, pois muitos androides sofrem abusos físicos — como a própria Kara. O dono dela, Todd Williams, bate nela e na própria filha. Mais adiante, há uma descoberta incrível sobre Alice que muda completamente a forma como vemos a história.
Durante as decisões, eu muitas vezes escolhia o que achava melhor para o androide, e não o que eu realmente queria. Um exemplo disso é quando Markus se torna o líder do movimento: o jogo te faz decidir se ele será radical, pacífico ou violento. Essas escolhas nos fazem refletir sobre o que é certo ou errado — e o que define a humanidade.
Jogabilidade

Li algumas resenhas de jogadores que tiveram problemas usando o touchpad, mas, no meu caso, recomendo jogar com o controle normal. Usar o analógico para realizar movimentos, pegar objetos ou desviar de ataques funcionou muito bem.
A jogabilidade é tranquila e baseada em fazer escolhas e reagir a quick-time events (ações rápidas que aparecem na tela).
Interface e ambientação
A interface do jogo é maravilhosa. Logo ao entrar, uma androide interage com você, comentando quando demora para iniciar o jogo ou compartilhando informações sobre ele — um detalhe que torna a experiência mais imersiva.
A cidade de Detroit também é linda e cheia de detalhes. Um exemplo interessante é o fato de os androides só poderem atravessar a rua no sinal verde — um toque simples, mas que mostra o cuidado da produção.
O Veredicto
Detroit: Become Human é um jogo excelente para quem gosta de fazer escolhas e mudar o rumo da história.
É muito satisfatório ver as consequências das suas decisões e perceber como cada ação influencia o desenrolar da narrativa.
Além disso, o jogo traz reflexões importantes sobre o uso da tecnologia e até que ponto ela pode interferir na humanidade.
A história é profunda, emocionante e faz o jogador pensar sobre empatia, liberdade e moralidade.
No fim, Detroit: Become Human apresenta uma realidade possível — e muito próxima —, o que torna a experiência ainda mais impactante e inesquecível
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