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“Deserto” rememora herança latino-americana em um oásis poético teatral

Divulgação/Sesc Santana

A peça se inspira na literatura de Roberto Bolaño para questionar a falência cultural moderna; Sesc Santana caminha para últimas sessões

Está em cartaz no Sesc Santana, Zona Norte de São Paulo, a peça “Deserto”, protagonizada por Renato Livera e dirigida por Luiz Felipe Reis. A obra mergulha nas produções literárias do chileno Roberto Bolaño, expoente da arte latino-americana. Ainda restam seis sessões para que o público embarque nessa experiência dramática, que busca subverter os valores que a modernidade impõe sobre os artistas da atualidade.

A peça faz parte das criações da companhia Polifônica, grupo fundado no Rio de Janeiro pelo diretor do drama e pela atriz Julia Lund. As produções artísticas da Polifônica focam em reflexões críticas ao sistema neoliberal, e “Deserto” caminha nessas bases teóricas. O protagonista observa que os poetas são expulsos das cidades por não se adequarem ao pensamento burocrático e tecnocrata neoliberal. Esse fenômeno provoca uma aridez da poética nos espaços públicos e aparta o povo da arte da e das reflexões.

Divulgação/Sesc Santana

A obra convida o espectador a entrar no deserto, “lugar onde nascem os poemas”. A interpretação de Livera, ator de novelas da rede Globo e Record e séries do grupo Disney, procura transmitir o conflito moderno entre a violência e a arte como instrumentos de sedução de narrativas antagônicas. 

“Deserto” parte da imagética latina de Bolaño para propor uma análise decolonial das violências evidentes do mundo contemporâneo, tanto as sociais, políticas, de gênero e ambientais. A homenagem ao escritor se faz presente no questionamento do papel da arte em épocas de barbárie.

A peça terá horários disponíveis nas próximas sextas e sábados (20 horas) e aos domingos (18 horas), até o dia 17/08, no Sesc Santana, próximo a estação Jardim São Paulo, linha azul do Metrô. As sessões contam com intérpretes de libras, audiodescrição e vivência tátil para PcDs.

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