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Depois da bandeira dos EUA, esquerda ergue a do Brasil na Paulista

Ato contra PEC da Blindagem e PL da Anistia reúne milhares em 33 cidades do país, com adesão de artistas e políticos

Milhares de pessoas foram às ruas neste domingo (21) em 33 cidades brasileiras para protestar contra a PEC da Blindagem e o PL da Anistia.

Os principais atos ocorreram no Rio de Janeiro, com apresentações de Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil, e em São Paulo, na Avenida Paulista, que reuniu cerca de 42,4 mil manifestantes, segundo levantamento do Cebrap.

Na capital fluminense, o trio elétrico armado na praia de Copacabana (Posto 5) recebeu artistas como Djavan, Paulinho da Viola, Maria Gadú e Marina Sena, além dos veteranos da MPB.

Já em São Paulo, o protesto se concentrou em frente ao Masp, com a presença de lideranças políticas como Erika Hilton, Guilherme Boulos, Sâmia Bonfim, Luiza Erundina, Guilherme Cortez e padre Júlio Lancellotti. Cantores como Leoni, Thalma de Freitas e Nando Reis também participaram.

As manifestações ocorreram de Norte a Sul do país, passando por capitais como Salvador, João Pessoa, Natal, Maceió, Teresina, Manaus, Belém, Porto Alegre e Curitiba.

Segundo o Monitor do Debate Político do Cebrap, em parceria com a ONG More in Common, o ato na Paulista reuniu 42,4 mil pessoas, com margem de erro de 12%, que pode variar entre 36,8% e 46,8% participantes em situação de pico. A contagem é feita através de software de IA por captações de fotos aéreas.

Durante os protestos, ecoaram gritos de “Sem anistia” e “Congresso inimigo do povo”. Manifestantes também criticaram a PEC da Blindagem, apelidada de PEC da Bandidagem por prever proteção judicial a deputados e senadores, e cobraram medidas como a isenção do IR e o fim da escala 6×1.

Fanny Sanciarai do Nascimento, professora de geografia, afirmou que o Congresso não tem compromisso com as pautas trabalhistas.

“Estamos diante de um Congresso que negligencia os problemas reais do povo e tenta acabar com a soberania nacional”, disse.

Em resposta às manifestações da extrema direita, o campo da esquerda ergueu uma bandeira do Brasil que ocupou uma das faixas da Avenida Paulista.

Pelas redes sociais, o presidente Lula declarou apoio ao movimento e cobrou que o Congresso priorize medidas em benefício da população.

As mobilizações foram convocadas pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, além de movimentos como MST, MTST e VAT (Vida Além do Trabalho).

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