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Deco Fiori lança “Cada Verdade Que Eu Sonhar”, seu segundo álbum autoral

Capa ilustrada do álbum “Cada Verdade Que Eu Sonhar”, de Deco Fiori, mostrando o artista em um barco de papel tocando violão enquanto navega por um rio que leva a uma casa campestre ao pôr do sol.

Ilustração: Sofia Jordão Caeiro/ Reprodução

Lançado pelo selo Clube Novo, o trabalho reúne dez faixas autorais

O cantor, compositor e instrumentista Deco Fiori lançou seu segundo álbum, “Cada Verdade Que Eu Sonhar”, reunindo dez faixas autorais produzidas por Marcílio Figueiró, parceiro também do disco anterior, “Luz da Criação” (2024). O trabalho mantém o diálogo com referências da MPB, do pop e do Clube da Esquina, em uma proposta que busca consolidar sua identidade musical.

Faixa-título resume momento criativo do artista

A música que abre o álbum e dá nome ao projeto apresenta reflexões sobre tempo, amadurecimento e processo criativo. Versos como “não sei pra onde vou / mas não me desespero” introduzem um olhar mais introspectivo, associado às madrugadas de composição.

Retrato em preto e branco de um homem sorrindo, apoiando o queixo na mão, com cabelo comprido e ondulado.

Deco comenta que a faixa sintetiza seu modo de criar:

“É na madrugada que as inspirações vêm. Falo sobre não saber o que vai acontecer, mas desejar permanecer por aqui e continuar criando”, afirma. Ele também destaca o trecho que aborda o legado da arte: “É o que fica para as futuras gerações”, diz.

Colaborações e influências fortalecem a sonoridade

O álbum traz arranjos que percorrem guitarras, teclados, sopros e cordas, com participações de músicos como Gustavo Corsi, José Arimatéa, Fabiano Salek, Daniel Garcia e Luis Barcelos. O disco também conta com um dueto com Pedro Luís, reforçando o caráter colaborativo da produção.


Os temas abordam relações contemporâneas, deslocamentos, afetividades e memórias que influenciam o artista. As letras fazem referência a influências musicais que marcaram sua trajetória, enquanto os arranjos ampliam a diversidade sonora presente em seu trabalho.

Homenagem e despedida em “Que Negócio é Esse?”

O álbum se encerra com uma homenagem ao poeta Marcio Negócio, amigo de infância do artista. Com influências de Guinga e Dori Caymmi e arranjos de sanfona (Itamar Assieri) e bandolim (Luis Barcelos), a música reflete sobre perdas e sobre a passagem do tempo, e deixa no ar a pergunta: “que negócio é esse de apressar o fim?”.

A faixa final cria uma sensação de retorno ao começo, como se os sonhos e as verdades propostas por Deco Fiori convidassem o ouvinte a uma nova escuta.

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