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COP 30: estudo mapeia formatos ideais de mídia exterior em Belém para marcas que querem causar impacto positivo

Lançado pela Be Mediatech OOH, levantamento orienta estratégias de publicidade durante a conferência climática da ONU, que deve atrair 60 mil visitantes à capital paraense

Foto: Divulgação/ Be Mediatech OOH

A menos de quatro meses da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), que será realizada em Belém entre os dias 10 e 20 de novembro, a empresa Be Mediatech OOH lançou um estudo que detalha as melhores formas de atuação da mídia exterior na capital paraense. O material traça um panorama das possibilidades de comunicação Out of Home (OOH) – que engloba a publicidade feita em espaços públicos, como relógios de rua, pontos de ônibus e traseiras de ônibus – e Digital Out of Home (DOOH), que inclui telas eletrônicas em locais de grande circulação, como aeroportos e painéis de LED em vias movimentadas. O foco é indicar como esses formatos podem ser usados de forma estratégica por marcas durante a COP 30, aproveitando o fluxo intenso de pessoas pela cidade.

Mais do que um guia técnico, o levantamento propõe estratégias de atuação que dialoguem com a urgência climática e com o território amazônico. A pesquisa inclui simulações de planos de mídia, dados de visibilidade e rotas estratégicas, além de uma análise sobre os formatos mais eficazes – e os que demandam cautela – para quem deseja impactar o público que circulará pela cidade durante o evento.

“A COP 30 não é só um evento global de sustentabilidade. Ela coloca o Brasil e a Amazônia no centro das atenções do mundo. Este estudo é uma ferramenta para que agências e marcas atuem com responsabilidade e inteligência local em um momento de visibilidade histórica”, afirma Carol Bertão, vice-presidente de Mídia da Be Mediatech OOH.

Belém em transformação

Com cerca de R$ 4,7 bilhões investidos pelo Governo Federal para preparar a cidade para o evento, a expectativa é que mais de 60 mil visitantes passem por Belém durante a conferência. As principais atividades ocorrerão no Parque da Cidade, uma área de 500 mil metros quadrados que abriga o maior centro de convenções local.

Esse cenário de transformação urbana e visibilidade internacional reforça a importância de planejamentos de mídia mais conscientes. Segundo Carol, “o papel das marcas diante desse momento é refletir sobre os modelos de consumo vigentes e oferecer alternativas mais sustentáveis e responsáveis”.

A pesquisa indica que a mídia OOH – toda e qualquer forma de publicidade ou comunicação que atinge o público quando ele está fora de casa – vive um crescimento expressivo no Brasil, com aumento de 40% nos investimentos em 2024 e penetração de 89%, atrás apenas da internet, de acordo com dados da Index Kantar Insight. Em Belém, o meio também ganha força diante das mudanças estruturais na mobilidade e paisagem urbana.

O que funciona e o que evitar

Entre os formatos de mídia mais eficazes na capital paraense, o estudo destaca o uso de mobiliários urbanos, como mupis e relógios, além dos painéis de LED em vias movimentadas e da mídia digital no aeroporto internacional. Também são citados os anúncios em traseiras de ônibus, que possuem boa visibilidade quando bem mantidos.

Por outro lado, o estudo recomenda cautela com outdoors tradicionais – geralmente mal posicionados e veiculados apenas em papel -, com mensagens muito complexas em espaços pequenos e com formatos que ainda têm presença limitada na cidade, como as bancas digitais.

Conexão com o território

Além do levantamento técnico, o estudo também sugere abordagens para que as campanhas publicitárias durante a COP 30 estejam mais conectadas com o contexto amazônico e com os debates ambientais do evento. A ideia é que as ações das marcas não se limitem à visibilidade, mas tragam conteúdos mais coerentes com a realidade local, com foco em responsabilidade, representatividade e diálogo com a população de Belém.

O material inclui ainda simulações de campanhas de diferentes portes, com estimativas de alcance e impacto, baseadas em uma ferramenta de planejamento própria da empresa.

Para Carol Bertão, vice-presidente de Mídia da Be Mediatech OOH, a realização da conferência na capital paraense representa também uma mudança simbólica na geografia da comunicação no país.

“A conferência é uma chance de descentralizar os investimentos de mídia do eixo Rio-São Paulo-Brasília e destacar uma região historicamente marginalizada. Mais do que vender produtos, é o momento de ouvir a Amazônia”, afirma.

O estudo completo pode ser acessado gratuitamente pelo site www.be180.com.br.

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