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Comunidades de fé se unem ao movimento global por justiça climática

Mobilização multirreligiosa Marcou dias de Ação Global no País

De 19 a 21 de setembro, grupos multirreligiosos em seis estados brasileiros protagonizaram os Dias de Ação Global “Faiths for Climate Justice”, uma mobilização mundial em defesa da justiça climática. As ações visaram destacar a urgência da crise do clima, que tem provocado secas, enchentes, incêndios e migrações forçadas em diversas regiões do país.

As atividades ocorreram de forma descentralizada e abrangeram uma grande variedade de formatos, demonstrando o engajamento das comunidades de fé. Houve caminhadas simbólicas, debates públicos, círculos de diálogo realizados em terreiros e oficinas de educação climática voltadas para a juventude cristã. Mulheres participantes do Laboratório de Memórias Sagradas também organizaram atividades significativas em seus territórios. O objetivo central foi conectar as pautas locais a um robusto movimento internacional que uniu diferentes espiritualidades na defesa do clima.

A iniciativa global, apoiada pelas lideranças no Brasil, demandou o fim imediato de novos projetos de combustíveis fósseis e do desmatamento. Foi defendida uma transição justa para energias renováveis, a proteção de comunidades e trabalhadores vulneráveis e a implementação imediata do Fundo de Perdas e Danos.

Carla Lubanco, gestora ambiental, pesquisadora e moradora de Suruí, em Magé, ressaltou a importância da união de biomas na luta contra a destruição:

“A gente luta até hoje para regenerar a Mata Atlântica e a gente se levantou nesse final de semana para não deixar acontecer com a Amazônia o que aconteceu com o nosso bioma. Então a gente se uniu e lutou para manter a floresta de pé e a Amazônia”, afirmou Lubanco.

No sábado, 20 de setembro, o Instituto Mirindiba de Ação Climática Popular, em Magé, foi na sede da Feira da Onça, com o tema “Encontro de Emergências Climáticas em Magé”. O evento, que celebrou as “economias do bem viver” e reuniu diversas comunidades e espiritualidades para discutir o papel da fé na luta ambiental. O evento, que conectou a realidade de Magé com desafios globais, destacou o Rio Suruí e sua comunidade como um exemplo crucial para a discussão sobre as consequências da exploração petrolífera. A reunião enfatizou a importância de saberes e soluções locais para a construção de um futuro mais justo e sustentável.

No domingo, 21 de setembro, a mobilização seguiu em Saracuruna com a Roda de Conversa, com o tema “Religiosidade, Justiça Social e Meio Ambiente”. O encontro teve a participação de Báà Joaquim Azevedo, Julia Rossi, Iayza Maia Oliveira, Joelma Sousa, Maycon Carreira e Ianê Germano, e abordará a força da religiosidade na construção da solidariedade, os impactos do racismo estrutural e ambiental nas periferias, e o papel de cada um na colaboração para a justiça social e ambiental.

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