Adaptação do popular mangá mistura ação intensa, poderes sobrenaturais e uma trama envolvente que promete conquistar os fãs de shounen.
Introdução à obra: sangue, herança e guerra secreta:
Tougen Anki é uma adaptação do mangá de Yura Urushibara, lançado em 2020, e o primeiro episódio finalmente chegou, trazendo à tela um universo que mistura ação sobrenatural, sangue com poderes e uma rivalidade milenar. A história segue Shiki Ichinose, um adolescente rebelde e briguento que descobre fazer parte de uma linhagem sobrenatural, os “Oni”, inimigos mortais dos “Momotarou”.
Impressões do primeiro episódio:
A narrativa e o ritmo do primeiro episódio começam com intensidade. A introdução é direta: uma sequência de brigas que mostra o lado impulsivo e selvagem de Shiki, logo seguida por uma tragédia que muda completamente sua vida. A exposição do universo — Oni vs Momotarou — vem rápido, talvez até demais. Para quem não conhece o mangá, pode parecer apressado, mas o objetivo é claro: causar impacto e fisgar o telespectador logo de cara.
Animação de arte e direção de arte:
Visualmente, o anime tem um estilo sujo e agressivo que combina com a sua proposta. A animação não é espetacular, mas é funcional. A paleta de cores é saturada e escura, combinando bem com o tema de sangue e violência. O design dos personagens é fiel ao mangá, mas ainda falta aquele polimento que destaca os grandes shounens.
Trilha sonora e dublagem:
A trilha sonora é competente, com batidas pesadas que amplificam a tensão nas cenas de combate. A dublagem japonesa entrega bem as emoções, especialmente nas falas intensas de Shiki. A voz do protagonista carrega raiva e insegurança, o que é essencial para sua caracterização.
Temas e premissa:
A ideia de usar o folclore japonês de forma invertida (com os Oni como protagonistas) é um dos maiores acertos da obra. Existe potencial para debates sobre herança, destino e livre-arbítrio, temas clássicos de shounen que, se bem desenvolvidos, podem dar profundidade ao anime.
Opinião crítica:
Como estreia, o primeiro episódio de Tougen Anki cumpre o que promete: muito sangue, ação e uma base mitológica intrigante. No entanto, falta sutileza no desenvolvimento inicial. Tudo acontece de forma rápida: drama, revelações e mudanças de mundo. Isso pode afastar quem gosta de uma construção mais gradual.
Shiki, por enquanto, é o “protagonista problemático”, mas mostra potencial de crescimento. Se a série conseguir trabalhar bem os dilemas internos do personagem e não se apoiar no conceito do poder sanguíneo, ele tem tudo para se destacar.
O anime claramente mostra que tenta conquistar o público de Jujutsu Kaisen e Tokyo Revengers essa seja a sua maior fraqueza e também a sua melhor força. Ele se posiciona como um shounen violento com estética urbana e sobrenatural, mas precisa rapidamente encontrar sua identidade.
Se você gosta de universos violentos, batalhas entre clãs e protagonistas que precisam lidar com legados perigosos, Tougen Anki pode ser uma boa aposta — mas ainda precisa se provar que não será apenas um clone estilizado.












