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Ciclone atinge interior do Paraná e deixa rastro de destruição

Vinte anos após o furacão Catarina, que devastou o Sul do país, um novo fenômeno climático volta a causar destruição e mortes, desta vez no Paraná.

A 20 anos atrás, o Brasil foi atingido pelo furacão Catarina, que passou pelo Sul de Santa Catarina e pelo Norte do Rio Grande do Sul, deixando 11 pessoas mortas e 14 municípios em situação de emergência.

Segundo a Defesa Civil de Santa Catarina, os ventos provocados pela passagem do furacão chegaram a 180 km/h. No total, 38 municípios catarinenses e gaúchos foram afetados. Entre as cidades com mais danos estão Passos de Torres, Balneário Gaivota e Balneário Arroio do Silva, todas em Santa Catarina. Mais de 26 mil pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas.

Ciclone no Paraná causa mortes e destruição

Destruição do Ciclone no Paraná
Destruição do Ciclone no Paraná

Duas décadas depois, o país volta a enfrentar um fenômeno semelhante. No início da tarde do dia 7 de dezembro, a Defesa Civil de São Paulo emitiu um alerta sobre a passagem de um ciclone em diversas regiões do estado, incluindo Grande São Paulo, Vale do Paraíba, Vale do Ribeira, Itapeva, Sorocaba, Litoral Norte, Litoral Sul, Baixada Santista e Campinas.

As áreas mais atingidas ficaram localizadas no Sul do Paraná, sendo a cidade de Rio Bonito do Iguaçu a mais devastada. Os ventos, que ultrapassaram 100 km/h, causaram a morte de seis pessoas e deixaram 437 feridos.

Declaração do prefeito sobre o estado de calamidade pública

Em comunicado oficial, o governador do Paraná, Ratinho Júnior, declarou que pode decretar estado de calamidade pública ainda hoje.

“Se for o caso, ainda hoje vou declarar estado de calamidade pública, porque isso nos ajuda a ter mais velocidade na reconstrução da cidade, com equipes, maquinários e combustível para os veículos da prefeitura, além do suporte necessário para reconstruir as casas”, afirmou.

Diferença entre Tornado, Furacão e Ciclone Tropical

Tornado

  • O que é: Coluna de ar em rotação intensa que desce de uma nuvem de tempestade até o solo.
  • Tamanho: Pequeno, com poucos metros de diâmetro.
  • Duração: Poucos minutos.
  • Velocidade: Pode ultrapassar 400 km/h.
  • Onde ocorre: Em terra firme, especialmente em regiões planas.
  • Causa: Diferença de temperatura e umidade entre massas de ar quente e frio.

Furacão (ou Tufão / Ciclone Tropical)

  • O que é: Tempestade gigante, formada sobre o oceano quente, com centro de baixa pressão e nuvens em espiral.
  • Tamanho: Pode chegar a centenas de quilômetros de diâmetro.
  • Duração: Vários dias.
  • Velocidade dos ventos: Entre 120 e 250 km/h.
  • Causa: Evaporação intensa da água do mar quente.
Ciclone se aproximando do Paraná
Ciclone se aproximando do Paraná

Ciclone (termo genérico)

“Ciclone” é um termo mais amplo que se refere a qualquer sistema atmosférico com ventos girando em torno de uma área de baixa pressão.
Tipos principais:

  • Ciclone tropical (como furacões e tufões)
  • Ciclone extratropical (mais comum no sul do Brasil)
  • Ciclone subtropical (mistura dos dois anteriores)

Por que isso está acontecendo?

Especialistas alertam que eventos extremos como ciclones e furacões tendem a se tornar mais frequentes com o avanço das mudanças climáticas. O fenômeno que atingiu o Paraná serve como um novo sinal de que o país precisa investir em prevenção e adaptação para reduzir os impactos desses desastres.

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