Passageiros enfrentaram problemas entre 25 e 26 de novembro, com desembarque forçado, superlotação, catracas puladas e transferência obrigatória para o Metrô.
A Linha 11-Coral da CPTM viveu dois dias consecutivos de transtornos entre 25 e 26 de novembro, quando problemas no sistema de energia provocaram atrasos significativos, trens lentos e plataformas superlotadas em diversas estações. A situação foi especialmente crítica no trecho entre Palmeiras–Barra Funda e Estudantes, onde painéis informativos exibiam o aviso de “velocidade reduzida” durante grande parte da operação.
Os passageiros começaram a sentir os reflexos já no início da manhã de segunda-feira, quando longos intervalos e paradas prolongadas dentro dos trens comprometeram o fluxo normal de circulação. A instabilidade se repetiu no dia seguinte, agravando a insatisfação de quem depende diariamente da linha. Em alguns momentos, os trens chegaram a ser esvaziados na estação Corinthians-Itaquera, obrigando os usuários a desembarcar e seguir viagem pela Linha 3-Vermelha do Metrô, que rapidamente também ficou lotada com a transferência emergencial.
Com a combinação entre atraso, filas e falta de espaço, o acúmulo de pessoas nos acessos resultou em tumulto. Vídeos e relatos mostraram passageiros pulando catracas tanto para tentar embarcar quanto para deixar o sistema, uma reação diante da lentidão e da ausência de alternativas rápidas. A superlotação se estendeu para dentro dos trens, que partiram com desconforto evidente: vagões cheios, dificuldade de circulação, portas congestionadas e calor intenso marcaram o trajeto de muitos usuários.
As redes sociais foram tomadas por reclamações que descreviam o percurso como desgastante, inseguro e muito acima do tempo habitual. Mesmo com os avisos nos painéis, parte dos usuários afirmou não ter recebido esclarecimentos suficientes sobre o motivo da falha ou a previsão para normalização. A soma de dois dias seguidos de instabilidade reforçou a sensação de caos no transporte sobre trilhos da região metropolitana, que ainda enfrenta reflexos do alto fluxo de passageiros e das limitações estruturais da linha.

Imagens: O INFORME











