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Busca por IA cresce em 2025 e muda estratégias do varejo e do marketing digital

Busca por IA cresce e muda estratégias do varejo e do marketing digital

Estudos apontam que o impacto do crescimento da busca por IA reduz tráfego em sites, mas mantém conversões no varejo.

Estudos recentes apontam que o crescimento no uso de plataformas como ChatGPT e Perplexity está alterando tanto o fluxo de tráfego em sites quanto a forma como marcas interagem com seus públicos.

O avanço da busca por IA tem provocado mudanças expressivas no comportamento dos consumidores e nas estratégias de empresas em diferentes setores.

De acordo com levantamento da Sensor Tower, divulgado pela Bain & Company, o número de comandos feitos no ChatGPT cresceu 70% no primeiro semestre de 2025.

Em janeiro, a amostra indicava 17 milhões de interações; já em junho, o volume chegou a 29 milhões. Esse aumento, segundo a consultoria, reflete não apenas curiosidade, mas um novo padrão de comportamento digital.

Impactos da busca por IA no comércio e no e-commerce

O comércio varejista brasileiro já havia registrado crescimento em 2024. Segundo dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE e publicados no portal GOV, houve alta de 4,7%, o maior índice desde 2012.

Agora, em 2025, especialistas avaliam que a consolidação da inteligência artificial pode ampliar esse desempenho, especialmente ao apoiar decisões de compra mais rápidas e direcionadas.

Um estudo da Adyen, obtido pela CNN Brasil, revela que 52% dos consumidores brasileiros já utilizaram ferramentas de IA para escolher produtos no último ano.

O levantamento, feito em 28 países com 41 mil consumidores e 14 mil varejistas, indica que setores como vestuário, alimentação e cosméticos estão entre os mais impactados.

A pesquisa também mostra que a Geração Z e os Millennials lideram a adoção da tecnologia. No entanto, houve crescimento expressivo entre os Baby Boomers, que registraram aumento de 135% no uso dessas plataformas para compras. A Geração X também avançou, com 66% a mais em comparação ao período anterior.

Queda no tráfego, mas conversões estáveis

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Embora o uso da busca por IA esteja reduzindo o número de cliques em sites, agências de marketing afirmam que as conversões não foram prejudicadas. Pelo contrário: em alguns casos, houve crescimento.

De acordo com estudo divulgado pelo portal Coletiva.net, realizado por agências como Dentsu, Monks e Wpromote, parte do tráfego perdido nos buscadores tradicionais era considerado pouco relevante.

Rachael Murdoch, head de SEO da Dentsu, explicou ao veículo Ad Age que “a inteligência artificial pode estar filtrando usuários com menor probabilidade de compra, deixando espaço para consumidores mais qualificados”.

Na Monks, houve queda de até 30% nos cliques orgânicos em determinados clientes, mas, ao mesmo tempo, aumento nas taxas de conversão. Segundo a agência, setores voltados ao modelo B2C têm mostrado mais resiliência, enquanto empresas B2B enfrentam mais desafios devido ao ciclo de compra mais longo.

Transformação nas estratégias digitais

Com a busca por IA ganhando espaço, novas práticas surgem para manter a visibilidade das marcas. Entre elas está o Answer Engine Optimization (AEO), voltado para melhorar a presença das empresas em respostas geradas por plataformas inteligentes.

O movimento é comparável ao SEO tradicional, mas agora focado em algoritmos capazes de sintetizar informações.

Rachel Klein, vice-presidente de mídia da Wpromote, afirmou ao Ad Age que o tráfego de topo de funil está mudando, mas sem impacto negativo significativo no desempenho geral.

Essa mudança já se reflete em setores estratégicos. Segundo a Sensor Tower, as pesquisas relacionadas a compras no ChatGPT cresceram 25% no primeiro semestre de 2025. Produtos de tecnologia pessoal, artigos de casa e cosméticos foram os mais mencionados.

Oportunidades e desafios para marcas

O aumento de cliques em links fornecidos pelo ChatGPT também reforça a relevância da adaptação. Entre março e junho de 2025, o número de acessos a páginas externas triplicou, subindo de 100 mil para 300 mil, conforme dados da Sensor Tower.

Esse movimento sugere que a busca por IA não substitui apenas os mecanismos tradicionais, mas também se consolida como um caminho direto para gerar receita no comércio eletrônico.

Especialistas afirmam que a personalização, apontada pela Adyen como fator decisivo para fidelizar clientes, deve ser explorada com transparência e responsabilidade.

Renato Migliacci, vice-presidente de vendas da Adyen Brasil, alertou em entrevista à CNN sobre a necessidade de atenção com os dados pessoais coletados. “É importante considerar os possíveis vieses das respostas e garantir proteção de dados sensíveis”, afirmou.

Setores mais afetados pela busca por IA

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Os efeitos variam de acordo com o segmento. De acordo com a PMC/IBGE, oito das onze atividades pesquisadas no varejo ampliado tiveram desempenho positivo em 2024, com destaque para o setor farmacêutico, que cresceu 14,2% e manteve alta por oito anos consecutivos.

Agora, em 2025, com a expansão da busca por IA, a expectativa é que setores como cosméticos, vestuário e tecnologia doméstica se destaquem ainda mais. Para os varejistas, a recomendação de produtos feita por assistentes virtuais pode influenciar diretamente a jornada de compra.

Segundo a CNN Brasil, 77% das empresas já utilizam inteligência artificial para recomendar produtos, e 42% planejam investir na tecnologia para desenvolver novos itens.

Perspectivas futuras em relação a busca por IA

Apesar de ainda não estar claro como as plataformas definem os critérios de resposta, especialistas acreditam que a tendência é de maior integração da busca por IA ao dia a dia das empresas e dos consumidores.

Linda Cronin, vice-presidente da Monks, declarou que o setor ainda está em adaptação: “Estamos tentando entender a situação”. Já representantes do Google têm defendido que, mesmo com a redução do tráfego em sites, os consumidores que chegam por meio da IA tendem a ser mais qualificados.

Investidores também observam de perto esse movimento. Segundo a Bain & Company, empresas que conseguirem se antecipar e otimizar sua presença em plataformas de IA podem conquistar vantagem competitiva relevante nos próximos anos.

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