Seleção brasileira vence as quartas de final por 3×0 e enfrenta Itália no próximo jogo
O Brasil superou a França por 3 sets a 0 nas quartas de final do Campeonato Mundial de Vôlei Feminino 2025, em Bangcoc, na Tailândia. Com atuações notáveis da capitã Gabriela Guimarães (Gabi), da ponteira Júlia Bergmann e oposta Rosamaria Montibeller, a partida foi apertada e as brasileiras passaram sufoco nos dois primeiros sets, mas avançaram mais tranquilas para o final. As parciais foram 27/25, 33/31 e 25/19. O próximo jogo do Brasil será contra a Itália, disputando a semifinal do campeonato.
Primeiro set
O Brasil de Zé Roberto Guimarães começou bem a partida, com saque agressivo e distribuição eficiente da levantadora Roberta Ratzke. Com boas passagens de Gabi na rede, além do bloqueio das centrais Diana e Júlia Kudiess, a seleção abriu 5 a 2, depois 10 a 5, obrigando o técnico francês a pedir tempo.
Porém, a resposta da França foi imediata. A recepção brasileira passou a oscilar, o saque perdeu força e as francesas cresceram no jogo. A virada veio em 21 a 20 para a França, colocando o Brasil sob pressão. O bloqueio de Julia Kudiess recolocou o time à frente (23 a 22), e no fim, após um toque na rede das adversárias, o Brasil fechou o set por 27 a 25.
Segundo set
O segundo set foi o mais dramático do confronto e também foi histórico nesta edição do campeonato. A França, embalada pelo bom momento no final da primeira parcial, passou a sacar forçado e desestabilizou o passe brasileiro. As europeias abriram vantagem de 6 a 4, depois 9 a 6, chegando a 19 a 15.
Foi nesse momento que a seleção brasileira mostrou resiliência. Com uma sequência de quatro pontos seguidos, o Brasil empatou e colocou novamente pressão nas rivais. O set seguiu tenso: a França teve chances de fechar em 28 a 26, mas um pedido de desafio por toque no bloqueio brasileiro mudou o ponto para o Brasil.
A partir daí, as equipes entraram em um mata-mata, mas o set encerrou com 33 a 31 para o Brasil.
Terceiro set
Depois de dois sets extremamente apertados, o Brasil finalmente encontrou o equilíbrio para dominar o jogo. A França, por outro lado, sentiu o desgaste emocional. Destaques das primeiras parciais, as jogadoras Héléna Cazaute (capitã francesa) e Iman Ndiaye (oposta) passaram a cometer mais erros, e o Brasil aproveitou. A vantagem brasileira foi construída ponto a ponto e mantida com autoridade até o fim.
Júlia Bergmann, que havia oscilado no início da partida, cresceu de forma impressionante no set e foi decisiva na reta final. Com ataques no fundo e explorando o bloqueio, ela garantiu os últimos pontos e fechou a parcial em 25 a 19.

Destaques brasileiros
A vitória teve grandes atuações individuais que foram fundamentais para o resultado: Júlia Bergmann foi o principal destaque ofensivo, terminando a partida com 17 pontos. Apesar de erros em momentos decisivos do primeiro set, a ponteira se recuperou rapidamente e aproveitou as chances do segundo e terceiro set.
Gabi, capitã da equipe, viveu altos e baixos: foi bloqueada duas vezes no fim do segundo set, mas manteve a calma, ajudou na defesa e no passe e ainda somou 13 pontos. Sua experiência foi essencial para manter o time concentrado nos momentos de maior pressão. “Foi um jogo decidido no detalhe”, falou a capitã para o SporTV 2, ao final da partida.
Quem também brilhou foi Rosamaria, que entrou com confiança. Com um aproveitamento de ataque em 66%, ela foi letal em momentos decisivos, especialmente na virada de bola no segundo set. Sua presença na rede foi consistente, e a oposta ainda contribuiu no bloqueio e no saque. Foi uma das jogadoras mais regulares do jogo, sendo essencial para a estabilidade ofensiva da equipe.
Júlia Kudiess, por sua vez, teve impacto direto no placar, especialmente no primeiro set com um bloqueio crucial no 23 a 22 que recolocou o Brasil no controle da parcial. Vale mencionar Diana, que também se destacou com 5 pontos de bloqueio.
Próximo jogo: revanche contra a Itália
A vitória contra a França coloca o Brasil novamente entre as quatro melhores seleções do Mundial. Agora, o desafio é enfrentar a invicta Itália, que venceu o Brasil na final da VNL (Liga das Nações de Vôlei) 2025 por 3 sets a 0 e vem embalada pelo ouro olímpico conquistado em Paris 2024.
“Sinto que o nosso time melhorou muito desde o começo da VNL e é ótimo ver onde chegamos e onde ainda podemos chegar. Estamos animadas para enfrentar a Itália na semifinal. Será duro, mas estamos preparadas”, comentou Júlia Bergmann ao portal VolleyballWorld.
A partida ocorre no sábado (6), às 9h30, e vai ser transmitida pelo canal SporTV 2 e pelo streaming VBTV.












