O Brasil é o 5° maior produtor de lixo eletrônico do mundo, segundo o Monitor Global de Resíduos Eletrônicos em 2024, da Organização das Nações Unidas (ONU). Mas o que fazer quando precisamos descartá-los? Os índices mostram que apenas 3% dos resíduos é coletado e reciclado de forma correta.
Com a finalidade de exibir como esses materiais podem ser reaproveitados, o Ministério de Ciência, Tecnologia e inovação, contratou o Projeto Recupere, desenvolvido pelo Centro de Tecnologia Mineral (CETEM). Os resultados da pesquisa serão exibidos no VII Seminário Internacional sobre Resíduos Eletrônicos (SIREE) que acontece entre os dias 14 e 16 de outubro na Cidade Universitária do Rio de Janeiro.
“Temos tecnologia, processos e indústrias que podem trabalhar nessa recuperação de valor. No RECUPERE, identificamos o motivo do Brasil desperdiçar esse material e o que pode ser feito para reverter essa situação”, Diz a pesquisadora do CETEM Lúcia Helena Xavier, responsável pelo grupo de pesquisa REMINARE.
O evento reunirá pesquisadores do Brasil e de outros países, juntamente com representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Ministério de Minas e Energia (MME) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), além de organizações da cadeia de suprimentos, participaram do evento para promover networking, troca de informações e rodadas de negócios.
O que são os Resíduos Eletrônicos

Os resíduos eletrônicos são todos os equipamentos eletrônicos ou elétricos que foram descartados, seja porque quebraram, ficaram obsoletos ou não são mais usados. Celulares, Tablets e computadores antigos, assim como televisores, geladeiras, pilhas, baterias e muito mais.
Como esse material pode ser recuperado
Compostos eletrônicos podem conter partes perigosas, as baterias e lâmpadas por exemplo, mas separadas corretamente, pode-se aproveitar mineirais valiosos como ouro, prata, cobre e alumínio, além de materiais recicláveis onde o plástico é principal.












