Ex-presidente estava internado desde 24 de dezembro após cirurgia de hérnia inguinal bilateral e teve pedido de prisão domiciliar negado pelo STF
O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar nesta quinta-feira (1) e voltou a cumprir pena na sede da Polícia Federal. Ele estava internado desde o dia 24 de dezembro, quando passou por uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral. Na mesma manhã, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou o pedido da defesa para que Bolsonaro cumprisse a pena em regime de prisão domiciliar.
A hérnia inguinal ocorre quando tecidos do interior do abdômen atravessam um ponto de fragilidade da parede muscular, formando um abaulamento na região da virilha. Quando o problema se manifesta nos dois lados do corpo, a condição é classificada como bilateral, como no caso do ex-presidente.
Essa foi a primeira saída de Bolsonaro da unidade prisional desde a prisão preventiva, ocorrida há 32 dias, após tentativa de violação da tornozeleira eletrônica. Posteriormente, a prisão foi convertida em cumprimento definitivo de pena, mantendo o ex-presidente sob custódia da Polícia Federal.
Durante o período de internação, além da cirurgia de hérnia, a equipe médica realizou procedimentos para conter um quadro persistente de soluços. No sábado (27), foi feito o bloqueio do nervo frênico do lado esquerdo e, na segunda-feira (29), o procedimento foi repetido no lado direito. Na terça-feira (30), Bolsonaro passou por uma cirurgia de reforço, segundo informou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Na quarta-feira (31), o ex-presidente realizou uma endoscopia, que apontou a persistência de esofagite e gastrite. No mesmo dia, a defesa protocolou pedido ao STF solicitando a conversão da pena para prisão domiciliar, alegando questões de saúde. A solicitação foi analisada e rejeitada pelo ministro Alexandre de Moraes, mantendo Bolsonaro sob custódia na sede da Polícia Federal.












