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Biblioteca Hans Christian Andersen recebe exposição “Para Crescer e Ser Feliz”

Mostra celebra o mês da criança com obras inspiradas em direitos e sonhos de jovens da Maré

Em comemoração ao Mês da Criança, a Biblioteca Hans Christian Andersen, localizada na zona leste de São Paulo, apresenta, desde o dia 11 de outubro e ficará em cartaz até dezembro de 2025, a exposição “Para Crescer e Ser Feliz”. Inspirada no livro-manifesto homônimo da Editora Caixote, a mostra apresenta produções de crianças e adolescentes da comunidade da Maré, no Rio de Janeiro.

A exibição reúne 19 ilustrações baseadas em direitos que, segundo os jovens autores, representam o que é essencial para o crescimento e a felicidade das crianças dentro de suas realidades sociais.

O espaço foi preparado especialmente para a mostra, com pintura colorida, iluminação ajustada e painéis de lambe-lambe. A cerimônia de abertura contou com discurso de boas-vindas e apresentação conduzida pela coordenadora da biblioteca, Elisângela Alves Silva.

Rodrigo Andrade, ilustrador e Isabel Malzoni, editora Caixote – (Foto: Fábia Medeiros)

De acordo com Isabel Malzoni, da Editora Caixote, o projeto nasceu do olhar de 250 crianças e adolescentes da Maré. A escolha da Biblioteca Hans Christian Andersen como o primeiro local a receber a exposição, segundo ela, foi simbólica.

“A exposição ‘Crescer e Ser Feliz’ surgiu de um livro com o mesmo nome e foi elaborada a partir de uma pergunta essencial para essas crianças: o que para elas era essencial para crescer e ser feliz”, explicou Malzoni.

Entre as obras, o Direito nº 15 foi ilustrado por Rodrigo Andrade, que se inspirou no tema da liberdade.

“O 15° nada mais é que a liberdade que toda criança tem o direito de ter. Para mim, isso é muito representativo e, além de liberdade, elas também têm outros direitos, como moradia, lazer e infraestrutura. Tudo isso junto me encanta”, afirmou o artista.

Um espaço dedicado à fantasia

A Biblioteca Hans Christian Andersen integra o Sistema Municipal de Bibliotecas (SMB) da Prefeitura de São Paulo e faz parte do circuito de bibliotecas temáticas da cidade, composto por mais de 10 unidades especializadas em diferentes áreas.

Com temática inspirada nos contos de fadas, a Hans, como é carinhosamente conhecida, foi o primeiro equipamento de leitura inaugurado no bairro do Tatuapé. Seu nome homenageia o escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, mundialmente conhecido por clássicos como O Patinho Feio e A Pequena Sereia.

Conheça os 19 direitos

  1. Todo mundo tem direito a brincar muito! De jogar bola, patinete, pega-pega, na rua, com os amigos.
  2. Todo mundo tem direito à união na família, na escola, no lugar onde se vive.
  3. Todo mundo tem direito a receber amor.
  4. Todo mundo tem direito a frequentar a escola todos os 200 dias do ano letivo. Nem a mais, nem a menos.
  5. Todo mundo tem direito a um professor que se interessa.
  6. Todo mundo tem direito a não sofrer racismo.
  7. Todo mundo tem direito a não viver com medo. E, se tiver, poder demonstrar.
  8. Todo mundo tem direito à segurança. Que não haja tiroteios e balas perdidas.
  9. Todo mundo tem direito a uma polícia que não mata.
  10. Todo mundo tem direito a um lar e que na casa só entre quem for convidado. Afinal, ninguém tem direito à chave-mestra.
  11. Todo mundo tem direito a ter a mãe pertinho. E, de preferência, o pai também. E os irmãos, os avós…
  12. Todo mundo tem direito à saúde. Mesmo nos finais de semana.
  13. Todo mundo tem direito a não ter lixo pra caramba na rua.
  14. Todo mundo tem direito a não ser interrompido.
  15. Todo mundo tem direito a liberdade para olhar pela janela, para onde quiser, olho no olho.
  16. Todo mundo tem direito a dormir em silêncio. E, quando chover, poder ouvir a chuva caindo.
  17. Todo mundo tem direito a frequentar mais lugares de lazer e conhecer a cidade.
  18. Todo mundo tem direito a, de vez em quando, poder vacilar. Porque errar é humano.
  19. Todo mundo tem direito a acreditar no futuro.

Bibliotecas temáticas de São Paulo

A capital paulista conta com 13 bibliotecas temáticas, que, além dos acervos literários, oferecem uma ampla programação cultural. Os espaços exploram temas como cultura afro-brasileira, contos de fadas, cinema, ciências, arquitetura e urbanismo, poesia, música, meio ambiente, literatura policial, literatura fantástica, feminismo, cultura popular e direitos humanos.

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