Dois atiradores abriram fogo contra passageiros em ponto de ônibus; polícia diz que os suspeitos foram mortos
Um ataque a tiros contra um ônibus deixou seis mortos e dezenas de feridos nesta segunda-feira (8) em Jerusalém. Segundo autoridades locais, os dois suspeitos foram mortos pela polícia.
O tiroteio ocorreu em um ponto de ônibus na área conhecida como Ramot Junction, em Jerusalém Oriental. O ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, confirmou as mortes e disse que dez pessoas ficaram feridas, seis delas em estado grave.
Há divergência nos números oficiais. Enquanto a polícia fala em 11 feridos, o serviço de resgate e o gabinete do premiê Binyamin Netanyahu informaram 12.
De acordo com a agência Associated Press (AP), os atiradores entraram em um coletivo e abriram fogo contra os passageiros. Em comunicado, autoridades policiais afirmaram que os dois suspeitos foram “neutralizados”.
A região de Ramot Junction vive clima de tensão devido à expansão dos assentamentos de colonos judeus e a planos de anexação da Cisjordânia por Israel. A ONU e diversos países não reconhecem a ocupação, por considerarem que ela viola o direito internacional.
O último grande ataque em Israel havia ocorrido em outubro de 2024, quando dois palestinos abriram fogo contra um trem em Tel Aviv, matando sete pessoas. Na ocasião, o braço armado do Hamas reivindicou a autoria.
Segundo o escritório humanitário da ONU, entre janeiro de 2024 e junho de 2025, 49 israelenses foram mortos por palestinos na Cisjordânia ou em Israel. No mesmo período, 968 palestinos morreram em ações do Exército israelense e de civis.
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, visitou o local do ataque sob forte esquema de segurança e prometeu adotar “medidas ainda mais duras” contra o Hamas. O grupo, embora não tenha reivindicado a ação, elogiou o episódio e o descreveu como ato de “resistência”.
Até o momento, não há confirmação sobre qual grupo está por trás do ataque nem sobre a motivação dos autores.












