Audiência pública debate criação de frente parlamentar em defesa dos trabalhadores da saúde
A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) discutiu, nesta segunda-feira, o aumento da violência contra profissionais de enfermagem no Estado. O encontro reuniu dezenas de parlamentares e representantes da categoria em uma audiência pública para tratar de agressões e assédios cometidos por pacientes contra enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem.
Durante o encontro, ficou definido que a Alerj, por meio da Comissão de Saúde, pretende criar uma Frente Parlamentar em Defesa dos Trabalhadores da Saúde.

A deputada federal enfermeira Rejane ( PC do B), presente no encontro, comentou sobre o aumento dos registros de violência nos últimos 12 anos. “Em 2013, fizemos uma audiência pública falando justamente sobre a violência física que os profissionais da saúde vinham sofrendo. Fizemos o debate, apontamos projetos de lei e obrigamos a prefeitura a realizar uma campanha dentro das unidades de saúde. Infelizmente, de lá pra cá, os casos aumentaram muito. Se não tomarmos medidas efetivas agora, não sabemos o que vai acontecer. Esse é o momento de chamarmos as autoridades. Queremos um programa que coloque um monitoramento nas unidades de saúde, que o piso salarial seja posto em prática, e que as Organizações Sociais saiam da administração das unidades de saúde”, cobrou.
Patrícia Santana, representante do Ministério da Saúde, ressaltou a importância dos profissionais de enfermagem e pediu mais legislações específicas sobre o tema para defender os trabalhadores. “A enfermagem compõe a maioria dos profissionais que estão na ponta dos atendimentos aos pacientes. Há ainda muita subnotificação dos casos, porque muitos não registram, por medo. Os números altos são um alerta para que sejam pensadas leis para garantir a segurança da classe”, ressaltou.
Segundo dados do Conselho Regional de Enfermagem, nos últimos cinco anos o órgão recebeu mais de 700 denúncias de violência contra profissionais de enfermagem no Estado. A cidade do Rio lidera o ranking, concentrando 61% dos casos.












