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A primeira biofábrica do método Wolbachia é inaugurada em São Paulo

Foto: site da Prefeitura de Presidente Prudente

Espaço está localizado no bairro Jardim Everest com objetivo de combater arboviroses na cidade

O município de Presidente Prudente recebeu, na última sexta-feira (25), a primeira biofábrica do Método Wolbachia do Estado de São Paulo, em parceria com a Fiocruz e o World Mosquito Program.

O espaço está localizada no bairro Jardim Everest e possui uma estrutura com tecnologia inovadora com o objetivo de combater à dengue, Zika, chikungunya e outras arboviroses na cidade.

A secretária Municipal de Saúde, Adriana Vitório, comentou sobre a importância da nova implementação na cidade.

“Hoje, ao inaugurarmos a Biofábrica do Método Wolbachia, reafirmamos nosso compromisso de fazer da saúde pública uma prioridade, com tecnologia participativa e humana. Reforçamos o compromisso com a população prudentina, para que continuemos adotando medidas de prevenção à dengue, como bloqueio de criadouros, busca ativa de novos casos e mobilização social”.

A seleção para a escolha de Presidente Prudente foi feita pelo Ministério da Sáude seguindo os critérios como: presença de aeroporto, clima favorável, população acima de 100 mil habitantes, alto poder de transmissão de doenças pelo mosquito Aedes Aegypti e histórico de casos nos últimos 10 anos.

Os processos a serem realizados na fábrica contam com a introdução da Wolbachia – uma bactéria que está presente naturalmente em 50% dos insetos – nos ovos do mosquito Aedes Aegypti, quando implementada ela impede a transmição do vírus para a população.

O método consiste na liberação dos mosquitos com Wolbachia, apelidados de wolbitos, que irão se reproduzir com o mosquito Aedes Aegyptis local para que futuramente as próximas gerações nasçam com pouca capacidade de transmissão das arboviroses.

De acordo com a gestora de projetos do Método Wolbachia, representante da WMP Brasil, Ana Carolina Rabello, nas cidades que já foram contempladas com o Método, houve uma redução significativa das arboviroses, notadamente a dengue, em pelo menos 70%.

“Todas as outras etapas são produzidas aqui, da eclosão dos ovos até a formação do mosquito adulto. Lembrando que não há nenhum processo de modificação genética. O método é seguro, eficaz e natural.”

A iniciativa é um reforço para o combate à dengue, porém é essencial que a população possa contribuir com pequenas ações diárias que possibilitem uma prevenção eficaz.

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