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Doenças autoimunes de pele exigem cuidados redobrados durante o inverno

Frio e baixa umidade agravam sintomas de psoríase e dermatite atópica, exigindo atenção especial à hidratação e prevenção de infecções.

Quem são os principais afetados pela psoríase e dermatite atópica

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), cerca de 5 milhões de brasileiros convivem com a psoríase, principalmente entre as faixas etárias de 30 a 40 anos e de 50 a 70 anos. Já a dermatite atópica afeta aproximadamente 20% das crianças e 3% dos adultos no país, sendo uma das condições inflamatórias crônicas mais comuns da pele.

Por que o inverno piora os sintomas?

De acordo com o dermatologista Ricardo Carvalho, da FMUSP e da clínica EV Citi, em São Paulo, o ressecamento da pele no inverno pode agravar os quadros dessas doenças. Isso porque o frio e a baixa umidade favorecem o aparecimento de fissuras, coceira intensa e inflamações, aumentando o risco de infecções. Por isso, é fundamental manter a hidratação com cremes específicos, evitar banhos muito quentes e usar sabonetes suaves.

Tratamentos e cuidados necessários

Em casos mais severos, o tratamento pode incluir medicamentos tópicos, orais ou procedimentos injetáveis com imunossupressores, especialmente durante períodos de crise. “Além dos cuidados diários, é essencial ficar atento a sinais de infecção, como pus, febre ou calor local, que exigem avaliação médica imediata”, orienta o especialista.

O inverno exige cuidados redobrados para quem convive com doenças autoimunes de pele. Com atenção adequada e acompanhamento médico, é possível controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida durante a estação mais fria do ano.

Imagem: Pexels

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