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O Amor Vence a Tragédia: “Romeu e Romeu” Subverte Clássico de Shakespeare no Teatro Itália

Com texto de Ronaldo Ciambroni e direção de Rogério Fabiano, espetáculo traz recorte LGBTQIA+ sobre a resistência do afeto frente ao preconceito

O amor que desafia convenções e atravessa décadas ganha uma nova e vibrante roupagem na capital paulista. No dia 14 de abril, a Rama Kriya Produções estreia no Teatro Itália (SP) o espetáculo “Romeu e Romeu – Por Essa nem Shakespeare Esperava”. Com texto assinado por Ronaldo Ciambroni e direção de Rogério Fabiano, a montagem utiliza o humor e a leveza para abordar a complexidade das relações homoafetivas, transformando a tragédia clássica em um manifesto contemporâneo de esperança e permanência.

A peça é uma subversão do clássico de Shakespeare “Romeu e Julieta”. E retrata os desafios vivenciados por um casal gay para poder permanecer juntos, tendo como tema principal a manutenção do amor. A peça traz uma proposta para que o público reviva essa história e que tudo seja alterado, tendo uma atitude verdadeira que poderia trazer a felicidade como elemento tão esperado, ao qual não dá vez para o preconceito que é vencido pelo amor.

“O texto destaca a relação de dois homens apaixonados, um pelo outro, porém suas famílias não aceitam essa relação. A peça foi escrita nos anos 1980 e, na época, não era habitual ver um casal homoafetivo e graças à Deus isso é bem diferente hoje em dia, porém mesmo sendo um texto escrito a anos atrás ele é bem atual em diversos momentos”, comenta Chelucci sobre a peça. “Meu personagem é forte, bastante denso com muitas camadas”, completa o ator que interpreta Romeu.

Uma Luta Pelo “Felizes Para Sempre”

Diferente da obra original de William Shakespeare, onde o destino selou o fim dos amantes, “Romeu e Romeu” foca na jornada de sobrevivência do casal Romeu (Guilherme Chelucci) e Zinho (Pedro Pilar). No palco, o público acompanha os dilemas domésticos, os ciúmes e, principalmente, o enfrentamento ao preconceito familiar.

“O espetáculo Romeu e Romeu promete um acalento gostoso na alma de quem acredita nas relação à longo prazo. Em tempos de “relações líquidas” nos deparamos nessa história com um casal em uma relação bem estabelecida, driblando com humor questões que, em outros tempos, tornaram essa relação impossível”, relata Ciro Barcelos.

A peça, escrita originalmente nos anos 1980, ressurge em 2026 com uma estética moderna e dinâmica. “[…] certamente, envolverá para o público em geral ao afastar qualquer tipo de preconceito. Vamos apresentar uma montagem do espetáculo mostrando um recorte contemporâneo, mas o amor estará acima de tudo e de todos”, relata a produtora Lucienne Cunha.

Segundo o diretor Rogério Fabiano, a concepção visual traz a realidade da cena para uma espécie de “luta”, resultando em uma montagem vibrante e de grande impacto sensorial. “Trata-se de um amor proibido recheado de emoção e humor. Minha concepção traz o visual moderno sem deixar de lado o que temos de mais forte: o amor”, explica o diretor.

Elenco e Identidade

O espetáculo conta com um elenco experiente que se desdobra para dar vida a essa narrativa:
Guilherme Chelucci (Romeu): Interpreta um personagem denso e com muitas camadas.

Pedro Pilar (Zinho): Traz o dinamismo e a realidade de uma relação que busca se firmar.

“Entende-se a importância deste texto ter sido feito na época que foi escrito, considerando-se todos os preconceitos daquele momento”, afirma o ator Pedro Pilar que interpreta o Zinho. Para o ator, “Agora, com essa nova proposta, completamente subvertida e experimental, eu acredito que esse texto se transforma completamente. Sinto ele muito mais denso, perturbado. Estou ansioso para ver a reação do público”.

Márcio Louzada: Vive o desafio de interpretar seis personagens diferentes na montagem.

“Romeu Romeu” me encanta pela forma como transforma uma história íntima em algo universal. O texto revela duas pessoas que escolhem permanecer juntas apesar das próprias imperfeições, e isso cria um retrato do amor que é vivo, cotidiano e profundamente humano”, destaca o ator Márcio Louzada.

Marcio Louzada – Foto: Ronaldo Gutierrez

Pedro Amaral: Representa o alter-ego de Romeu, em um trabalho de corpo e performance dirigido por Ciro Barcelos.

Faço parte do alter-ego do Romeuzinho que além de ser legal é algo novo para a montagem. É algo desafiador, pois trabalha-se muito com o corpo, a voz e as performances. Como o texto não é montado há anos, estamos fazendo uma repaginação da peça, o público pode se surpreender bastante, então estou confiante para a estreia”, comenta o ator Pedro Amaral.

Com texto de Ronaldo Ciambroni e direção de Rogério Fabiano, o espetáculo "Romeu e Romeu - Por Essa nem Shakespeare Esperava" estreia no Teatro Itália em 14 de abril, subvertendo o clássico trágico para celebrar a permanência do amor homoafetivo. A montagem, que traz Guilherme Chelucci e Pedro Pilar nos papéis centrais, resgata um texto precursor dos anos 1980 sob uma estética contemporânea e vibrante, trocando o destino fatal por uma narrativa de resistência contra o preconceito familiar e as "relações líquidas" da atualidade. As apresentações ocorrem às terças e quartas-feiras, até 24 de junho, com ingressos disponíveis via Sympla para o público maior de 18 anos que busca uma obra que une humor, densidade emocional e um manifesto de esperança.
Pedro Amaral – Foto: Ronaldo Gutierrez

Para o elenco, a peça é um acalento em tempos de “relações líquidas”. Enquanto o texto original de Ciambroni foi precursor ao levar um casal gay ao palco décadas atrás, a nova versão foca na solidez de uma relação de longo prazo que escolhe permanecer junta apesar das imperfeições.

O espetáculo Romeu e Romeu – Por Essa nem Shakespeare Esperava entra em cartaz no Teatro Itália, localizado no subsolo da Avenida Ipiranga, 344. A temporada acontece entre os dias 14 de abril e 24 de junho, com apresentações sempre às terças e quartas-feiras, às 20h.
Os ingressos podem ser adquiridos pela plataforma Sympla, com valores de R$ 100,00 (inteira) e R$ 50,00 (meia-entrada). Vale ressaltar que a classificação indicativa da peça é de 18 anos.

Fonte: Divirta CE

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