Fenômeno provocou destruição em províncias centrais e do norte, com cortes de energia e colheitas arruinadas.
O tufão Bualoi atingiu o Vietnã no último fim de semana e provocou uma das piores tragédias climáticas. De acordo com informações das autoridades locais, nesta terça-feira (30), ao menos 26 pessoas morreram, 22 seguem desaparecidas e milhares ficaram desabrigadas após enchentes e deslizamentos provocados pela passagem do fenômeno.
A tempestade tropical alcançou ventos superiores a 130 km/h e provocou chuvas torrenciais que inundaram áreas inteiras em províncias centrais e do norte, como Nghệ An, Hà Tĩnh, Son La. Em algumas horas, o volume da chuva ultrapassou 300 milímetros em poucas horas, causando alagamentos súbitos e bloqueando estradas. A capital Hanói, também registrou alagamentos persistentes que paralisaram parte da mobilidade urbana.
Além da tragédia humana, os danos materiais são expressivos. Mais de 100 mil casas foram atingidas, centenas delas destruídas. Cerca de 10 mil hectares de plantações foram comprometidos, colocando em risco colheitas de arroz e subsistência agrícola. Aproximadamente 347 mil residências ficaram sem energia elétrica devido a quedas de linhas de transmissão e postes derrubados pelos ventos.
Diante da gravidade da situação, o governo vietnamita mobilizou o exército, policiais e equipes de resgate para apoiar a população. Antes da chegada do tufão, mais de 28 mil pessoas foram retiradas preventivamente de áreas consideradas de risco. Quatro aeroportos foram fechados e centenas de voos cancelados.

O primeiro-ministro Pham Minh Chinh determinou que as províncias afetadas recebam prioridade no envio de suprimentos e reforços de infraestrutura. “Nossa prioridade é salvar vidas, localizar os desaparecidos e restabelecer os serviços essenciais”, declarou.
Meteorologistas alertam que chuvas intensas ainda devem continuar nos próximos dias, aumentando o risco de novos deslizamentos e inundações. Especialistas também destacam que tempestades como o Buolai tendem a ser mais frequentes e intensas em razão das mudanças climáticas, o que representa um desafio crescente para países do Sudeste Asiático












