Foto: Rodolfo Ruben
Novo disco da artista chega às plataformas digitais com experiência sensorial e intimista
Nay Porttela lança Alvorada, álbum que propõe um respiro em meio à era da inteligência artificial: um amanhecer em forma de música. Já disponível nas plataformas digitais, o disco reflete a evolução artística e emocional da cantora, consolidando uma trajetória marcada por quatro trabalhos anteriores – dois discos de releituras e dois autorais.
Colaborações que ampliam horizontes
Segundo Nay, o processo de criação do álbum foi marcado por abertura e troca cultural. “Nas músicas Inverno Sem Verão e Seu Dengo, me conectei com os compositores, que já tinham letras alinhadas à temática que eu estava desenvolvendo. Conversamos sobre acrescentar minha contribuição nas letras e, a partir daí, iniciei a produção das faixas no estúdio, misturando afoxé, bossa nova, jazz, MPB e novas texturas. Essas colaborações ampliaram as sonoridades e trouxeram letras que refletem a nova fase deste trabalho, mais romântica e apaixonada”, explica.

Foto: Rodolfo Ruben

Foto: Rodolfo Ruben
Evolução em relação aos álbuns anteriores
Quando questionada sobre o que torna Alvorada diferente de seus trabalhos anteriores, Nay reflete sobre sua trajetória: “Viradela, meu primeiro disco, reuniu ritmos como axé, samba, bossa nova e pop, refletindo as referências da minha infância. Já Garoa representou um processo de consciência e autoconhecimento, me ajudando a escolher o caminho que eu estava destinada a seguir. Alvorada surge como um respiro, conduzindo o ouvinte a um tempo mais lento, onde cada segundo carrega a história e o significado do que vivi nos álbuns anteriores e aponta para uma evolução emocional”.
“Doce 甘い”: uma ponte Brasil-Japão
A faixa “Doce 甘い”, parceria com a artista japonesa Yuga, simboliza a conexão transcultural que marca o disco. Nay conta que conheceu Yuga ao ouvir sua música em uma playlist e enviou a demo por e-mail. “Para minha alegria, Yuga aceitou colaborar. Cada uma canta em sua língua nativa, criando uma experiência bilíngue. A letra em português fala de vistas paradisíacas e otimismo do presente, enquanto Yuga canta sobre o amor através de imagens da natureza. É uma sonoridade contemplativa e meditativa, alinhada ao meu compromisso de expandir os horizontes culturais a partir da música brasileira”.
Alvorada: música para desacelerar e refletir
O álbum foi pensado para conduzir o ouvinte a um estado de calma e presença. “A intenção é que o público se sinta bem, fazendo deste álbum seu momento diário de autocuidado. O disco vai desacelerando a cada música e as faixas instrumentais reforçam essa pausa, expressando busca pela paz, plenitude e autoconhecimento. Alvorada foi concebido como um ciclo de transformação e renovação”, afirma Nay.












