A magia do design de jogos do Mario que cativou gerações
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Jogos do Mario sempre são impactantes. Tanto que, A revista digital Games Radar publicou uma reportagem especial com o ex-programador da Rare Ltd, Chris Sutherland. O veterano da indústria, conhecido por seu trabalho em Donkey Kong Country, compartilhou insights valiosos sobre a genialidade dos controles do icônico personagem Mario ao longo das décadas.
Sutherland, cuja obra foi inspirada diretamente por clássicos como Super Mario Bros. e Super Mario World, destacou como a Nintendo transformou o simples ato de pular em uma mecânica complexa e influente.

Super Mario Bros Considerado com um dos melhores jogos de Plataforma de todos os tempos foto: Divulgação
O salto revolucionário de Super Mario Bros.
A essência da inovação da Nintendo reside nos primeiros passos da franquia. No jogo original, Mario já demonstrava um controle aprimorado em comparação a outros títulos da época. “Em Donkey Kong, Mario saltava em um arco fixo”, explica Sutherland. “Mas em Super Mario Bros., você tinha maior controle.”
A jogabilidade introduzia um risco e recompensa palpável. Para pular em inimigos, o jogador precisava se aproximar, um ato que poderia resultar em um acerto ou em um dano. A altura do salto, por sua vez, dependia da pressão exercida no botão, adicionando uma camada de estratégia. O desenvolvedor ressalta ainda a versatilidade de um único movimento. “A mesma ação de pular em uma Koopa, por exemplo, não a destruía, apenas a empurrava”, observa. Essa simples decisão de design oferecia múltiplos resultados para uma única ação.
Super Mario Bros. 3 e a evolução das habilidades
A franquia sempre buscou adicionar novas camadas visuais e funcionais à experiência. Em Super Mario Bros. 3, a introdução de trajes foi um ponto crucial. Sutherland explica que as vestimentas serviam para enfatizar as novas habilidades. Elas também adicionavam um valor de entretenimento ao jogo.
“Eles poderiam ter dado as habilidades a Mario sem os trajes”, reflete o programador. “Mas isso teria sido menos divertido.” A necessidade de uma representação visual era fundamental. “Mesmo sem os trajes, algo visual seria necessário para que o jogador soubesse que ele tinha as novas habilidades”, conclui. Essa abordagem transformou a progressão em algo cativante e memorável.

No jogo Super Mario 3, você pode ter diversas habilidades trocando de roupa foto: Nintendo
A adaptação de Super Mario Land para o portátil
A transição de Mario para o Game Boy exigiu ajustes técnicos. O hardware portátil, com sua tela de menor resolução, apresentava desafios únicos. Contudo, a Nintendo manteve a essência da jogabilidade intacta. “Os fundos simples não ficavam borrados com o movimento”, destaca Sutherland. Isso permitia que o jogador visualizasse Mario com clareza.
A engenharia do jogo garantia que a experiência central fosse mantida. “O jogo ainda tinha a maleabilidade do salto e a cadência dos inimigos.” A Nintendo conseguiu replicar a sensação do NES em um formato de bolso. A tela e o ritmo do jogo precisaram ser ajustados, mas a essência permaneceu. O resultado foi um sucesso de crítica e vendas.
O salto para o universo tridimensional em Super Mario 64
Super Mario 64 marcou uma revolução na indústria, e a equipe de desenvolvimento soube como inovar. O objetivo era oferecer liberdade total de movimento. “Os desenvolvedores queriam permitir a livre exploração, a corrida em círculos, o salto e o backflip”, explica Sutherland.
Essa experiência era inédita e completamente envolvente. Os jogadores não se importaram com a perda do formato 2D. A transição para o 3D também exigiu ajustes na jogabilidade. “Pular em inimigos em 3D poderia ser frustrante”, observa. A dificuldade em julgar a profundidade levou a novas soluções. “Eles deram a Mario ataques como socos”, revela. Isso substituiu a mecânica de pular em inimigos, garantindo uma jogabilidade fluida e agradável.
saiba mais: Entrevista de Chris Sutherland para a Nintendo Life
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